Cap. 1,
Venceu seu
medo, engoliu o choro,
Pegou suas coisas e saiu como quem pretende pegar o
vento...
Para ele nada fazia sentido,
As pessoas olhavam como que se tivesse a
ver um naufrago que decepcionou a família.
Ele queria mostrar que era capaz.
Um
sentimento ambicioso agora era seu único amigo.
Andava
assustado, vivia com medo do seu próprio mundo.
A sociedade olhava com
desprezo, era como um gato em meio aos cães.
A vida possibilitou várias
experiências e disso Glauco jamais se queixou.
A dor era sua irmã e sempre o
acompanhava nas noites fria de inverno.
Tinha uma educação
avançada, sabia o que queria, porém algo o sufocava.
Gostava de ler, acreditava
que podia encontrar nos livros
Um pouco de oxigênio para
manter-se firme na luta pelo que o faz permanecer vivo.
Não acreditar em
ninguém era um dos seus lemas.
O tempo era o pai que nunca teve, era o motivo para
buscar a realização,
Queria mostrar para os outros e para si próprio que a
capacidade estava consigo.
Aprendeu a observar melhor as pessoas e suas
atitudes
Que cedo ou tarde revelariam de fato o que estava escondido
Por trás
das roupas, acessórios modernos e tudo o que a sociedade impõe
Como valores
capitalistas.
Para Glauco, todos em sua volta eram hipócritas,
Pois assim como
ele não assumiam sua própria natureza egoísta e ambiciosa.
Dizia muitas vezes em voz alta que a humanidade
Não
passava de mais um conto de fadas.
“Pobre pessoas que acreditam vê a realidade
com os próprios olhos,
A realidade está distorcida e a verdade está além do
espelho do espelho“,

