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sábado, 3 de agosto de 2013

A visão de um observador

Cap. 1,

Venceu seu medo, engoliu o choro, 
Pegou suas coisas e saiu como quem pretende pegar o vento... 
Para ele nada fazia sentido, 
As pessoas olhavam como que se tivesse a ver um naufrago que decepcionou a família. 
Ele queria mostrar que era capaz. 
Um sentimento ambicioso agora era seu único amigo. 
Andava assustado, vivia com medo do seu próprio mundo. 

A sociedade olhava com desprezo, era como um gato em meio aos cães. 
A vida possibilitou várias experiências e disso Glauco jamais se queixou.
 A dor era sua irmã e sempre o acompanhava nas noites fria de inverno. 
Tinha uma educação avançada, sabia o que queria, porém algo o sufocava. 
Gostava de ler, acreditava que podia encontrar nos livros
Um pouco de oxigênio para manter-se firme na luta pelo que o faz permanecer vivo. 

Não acreditar em ninguém era um dos seus lemas. 
O tempo era o pai que nunca teve, era o motivo para buscar a realização, 
Queria mostrar para os outros e para si próprio que a capacidade estava consigo.
Aprendeu a observar melhor as pessoas e suas atitudes 
Que cedo ou tarde revelariam de fato o que estava escondido 
Por trás das roupas, acessórios modernos e tudo o que a sociedade impõe 
Como valores capitalistas. 
Para Glauco, todos em sua volta eram hipócritas, 
Pois assim como ele não assumiam sua própria natureza egoísta e ambiciosa. 

Dizia muitas vezes em voz alta que a humanidade 
Não passava de mais um conto de fadas. 
“Pobre pessoas que acreditam vê a realidade com os próprios olhos,
 A realidade está distorcida e a verdade está além do espelho do espelho“, 
dizia Glauco (...)

Um pequeno trecho, continua...