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domingo, 30 de novembro de 2014

Poema eterno

Meu velho amigo 
que hoje fica mais velho 
meu verso é parecido com o seu
nossa amizade não envelhece 
e ainda somos os mesmo de antigamente 
somos crianças crescidas 
com corações pequenos 
que querem o mundo todo
inventamos uma nova história
e tudo que foi ainda é
tudo que será
já foi anotado
porque dizem que nascemos separados
mas um poeta falou que no fim 
unidos  distribuiríamos poesias para o mundo
a verdade é que para descrevê-lo as palavras não bastam
elas são poucas 
e preciso de tantas
nem o existir basta
essa vida é pouca 
ela não é eterna 
mas há solução 
porque a palavra não morre 
e hoje escrevo um poema 
eterno
para você 

meu irmão.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Cadeados

Muitas vozes foram oprimidas,
mas elas continuaram enérgicas e pulsantes.
muitos foram mortos e ainda não há paz,
mas a luta continuou e continua
porque a injustiça só  se perpetua onde há silêncio 
e nós que carregamos o fruto da desigualdade 
jamais cessaremos o grito da liberdade.

A força do meu verso
a força do seu verso 
e a força da nossa poesia 
estará nas ruas desmaquiando toda essa hipocrisia.

A  arbitrariedade ainda vive, 
mas eles insistem em dizer: 
o passado morreu
e esquecem que o futuro é espelho
dos engenhos sem perdão
da mineração gananciosa
da cafeicultura racista
e de toda opressão.
tudo isso vive aqui.
nós gostamos de história e não esquecemos.
mas, irmãos...
nossas vozes ainda roucas e insaciáveis gritam que:
ainda é hoje!
ainda é hoje! 
podemos mudar.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Mundo involuntário

Minha poesia é escura e já não vejo a noite
minha poesia que não é minha
é do mundo
das pessoas
e dos corações solitários.
não rimarei meu verso seco 
com suas palavras aguadas
nem cantarei a solidão
ela que refugia os grandes corações
e alimenta os pequenos desiludidos.
Não cantarei o ódio
porque ele não é eterno
cantarei a poesia
poesia que sufoca os homens e liberta as crianças
poesia que cria um mundo e o torna
perfeito.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Pássaros

Então vai e voa
leva meu tempo
carrega meu amor
não se perca
forma insegura.
os ventos são tortos
e seus olhos estão turvos
eles procuram alguém
há esconderijos aqui.
suas asas
ainda fracas
resistem e lutam
essas correntes enganam.
os galhos são poucos
são poucos os amigos
ainda assim
há muitos passarinhos aqui
outro ninho me espera.