Desertas e tristes estão as ruas
tempo de agonia, falsos amores.
Tempos alheios, avulsos e nervosos.
A solidão é guia dos naufragos, também dos que não se encontram ao relento, nada é em vão.
As ondas estão cada vez mais fortes, intensas...
A brisa, a mudança de tempo... as pedras se contraem. Algo moldado.
Somos moldados?
Tempo de amores não próprios
amores opostos
inrrefletidos
espelhos rachados.
O tempo ainda é de mudança
mudança do que está incerto, de vontade, de orgulho, soberba...
Olhares contrários, reveladores.
Sorrisos presos, alugados
pássaros fora do ninho
que é tudo isso se não a vida?
Alguém ainda espreita
Observa a longe, o vento não trás
esses olhares distantes.
O vento é comprado!
O tempo ainda é de escolhas
poesias confusas, lentas, solitárias... o passado retém o ódio
Fixa um olhar que revela,
Revela o medo do relógio.
Veja de longe, caminhos trilhados, diferenciados.
O tempo vive!
Vive agora, fuja, saia.
Liberte-se do passado.