Procuro as palavras,
não há palavras.
elas fugiram e não definiram a vida.
não há lei aqui.
meus companheiros ainda estão nas ruas
resistem, cantam e se inquietam.
o caminho é estreito
mas estamos armados
as flores ainda representam a esperança.
meus poetas estão todos vivos e fervem aqui dentro.
dizem que estou preso
aqui ainda escrevo
meus irmãos estão gritando poesia
é o sinal.
eles não desistem.
um grito frenético pulsa e expande o peito
mas o poeta ainda diz pouco.
ele quer cantar o amor,
a flor que nasce na rocha infértil.
quer gritar a liberdade,
repetir incessantemente que todos estão livres.
ainda há obstáculos,
mas a paz está próxima.
o preço da insistência e da luta é a vitoria.
as migalhas não nós alimentam mais
não estaremos fadados a repetir os mesmos erros
estamos de mãos dadas e não cantamos mais o passado
gritamos que:
ainda é hoje!
podemos mudar, irmãos.
ainda é hoje.
Estava escuro, mas havia seres humanos, tristes, porem com a esperança. Esperança que sol voltaria amanha e uma voz continuaria a gritar.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Ainda é
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