Muitas vozes foram oprimidas,
mas elas continuaram enérgicas e pulsantes.
muitos foram mortos e ainda não há paz,
mas a luta continuou e continua
porque a injustiça só se perpetua onde há silêncio
e nós que carregamos o fruto da desigualdade
jamais cessaremos o grito da liberdade.
A força do meu verso
a força do seu verso
e a força da nossa poesia
estará nas ruas desmaquiando toda essa hipocrisia.
A arbitrariedade ainda vive,
mas eles insistem em dizer:
o passado morreu
e esquecem que o futuro é espelho
dos engenhos sem perdão
da mineração gananciosa
da cafeicultura racista
e de toda opressão.
tudo isso vive aqui.
nós gostamos de história e não esquecemos.
mas, irmãos...
nossas vozes ainda roucas e insaciáveis gritam que:
ainda é hoje!
ainda é hoje!
podemos mudar.

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