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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Mundo involuntário

Minha poesia é escura e já não vejo a noite
minha poesia que não é minha
é do mundo
das pessoas
e dos corações solitários.
não rimarei meu verso seco 
com suas palavras aguadas
nem cantarei a solidão
ela que refugia os grandes corações
e alimenta os pequenos desiludidos.
Não cantarei o ódio
porque ele não é eterno
cantarei a poesia
poesia que sufoca os homens e liberta as crianças
poesia que cria um mundo e o torna
perfeito.

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